Em decisão conjunta, 20 tenistas, liderados por Jannik Sinner, Aryna Sabalenka e Coco Gauff, questionaram a divisão de lucros de Roland Garros. O grupo pediu aumento para 22% da receita destinada aos atletas, além de melhorias urgentes em pensões e assistência médica. O movimento ocorre semanas antes do início do Grand Slam francês, marcado para 24 de maio.
Entre as reivindicações estão melhorias no atendimento médico, revisão de planos de pensão para ex-atletas e maior participação dos jogadores nas decisões sobre o calendário do circuito. Os signatários afirmam que a gestão dos Grand Slams não acompanha a evolução de outros esportes.
A PTPA, associação sindical criada por Novak Djokovic, apoia a iniciativa, citando um modelo que, segundo eles, expõe atletas a riscos de saúde e a condições consideradas abusivas. A entidade diz buscar mudanças e não abandonar o tênis, mas proteger as futuras gerações.
O contexto é de forte pressão por governança mais transparente. Em março de 2025, entidades como ATP, WTA, ITF e ITIA foram acusadas de operar sob um sistema considerado inadequado. A liderança da PTPA já indicou eventual atuação judicial.
Premiações e cenário entre os Grand Slams
Apesar de recordes de faturamento, Roland Garros figura entre as quatro torneios com menor bonificação de 2026 entre os Grand Slams. O Australian Open anunciou prêmio de 111,5 milhões de dólares australianos, quase 400 milhões de reais na cotação atual.
O AE de premiação coloca o Open da Austrália na dianteira, levando em conta bilheteria, direitos de transmissão e acordos com patrocinadores. Wimbledon e US Open ainda não divulgaram valores para 2026, mas a tendência é de crescimento.
Em 2025, Wimbledon pagou 53,5 milhões de libras e o US Open, 90 milhões de dólares. As duas competições ocorrem entre junho e julho (Londres) e entre agosto e setembro (Nova York), respectivamente. Roland Garros mantém a agenda tradicional de fim de maio.
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