O Campeonato de Fórmula 1 enfrenta pressão para acelerar mudanças nas regras de motores. O foco é a evolução dos novos propulsores, usados desde 2026, e a insatisfação com o equilíbrio entre motor a combustão interna e energia elétrica. O holandês Lando Norris reiterou que a solução seria reduzir a participação da bateria.
Durante o fim de semana em Miami, Norris, piloto da McLaren, frustrou-se com a atual configuração e destacou que ajustes pontuais não resolvem o problema estrutural do conjunto. O objetivo é tornar o desempenho mais uniforme e evitar penalizações por uso excessivo de potência.
O companheiro de equipe de Norris, Oscar Piastri, endossou a crítica, dizendo que mudanças apenas na beira do hardware não bastam. A dupla sinaliza, portanto, a necessidade de alterações de médio a longo prazo, com participação de FIA e equipes para redesenhar o funcionamento dos motores.
A corrida de Miami levou as discussões a um novo patamar, já que a FIA e a Fórmula 1 tentam pacificar os temores de segurança e as limitações impostas pela gestão de energia sob a fórmula vigente. A próxima etapa acontece no GP do Canadá, em três semanas.
Kimi Antonelli, piloto da Mercedes, foi quem venceu a prova em Miami, com Norris na segunda posição. O resultado acentua o debate sobre o equilíbrio entre ICE e energia elétrica no conjunto motriz da Ferrari, Red Bull e outras equipes.
Ao lado das opiniões dos pilotos, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, indicou uma direção: o retorno a motores V8 com eletrificação moderada pode ser cogitado, com planos de implementação para 2030 ou 2031. A ideia ainda depende de consenso entre equipes e fabricantes.
Toto Wolff, chefe da Mercedes, não afastou a possibilidade de mudanças no curto prazo, desde que haja tempo de implementação. A marca afirma estar aberta a novas regras, desde que o ganho de desempenho venha acompanhado de planejamento adequado para a transição.
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