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Noite de caos no Pacaembu marcou o Corinthians e o futebol brasileiro

Há vinte anos, invasão de torcedores no Pacaembu após eliminação do Corinthians pelo River Plate provocou mudanças na atuação policial e na gestão de jogos no Brasil

Corinthians x River Plate, oitavas de final da Libertadores (2006) — Foto: Daniel Augusto Jr/Ag.Corinthians
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O Corinthians viveu uma das noites mais tensas de sua história em 4 de maio de 2006, no Pacaembu. Perdeu por 3 a 1 para o River Plate, de virada, após o 3 a 2 fora de casa. O resultado eliminou o clube brasileiro nas oitavas da Libertadores, em jogo marcado pela invasão de torcedores ao gramado.

A partida terminou aos 37 minutos do segundo tempo, após o River marcar o terceiro gol com Gonzalo Higuaín. A construção do placar deixou os torcedores locais irados e provocou uma forte repressão policial na saída e no entorno do estádio.

Cerca de 30 pessoas procuraram atendimento médico no posto do Pacaembu, entre torcedores e árbitros. O episódio foi acompanhado por forte aparato de segurança, com ações de contenção no alambrado e uso de munições de efeito moral.

A Libertadores de 2006

O Corinthians chegou à fase de oitavas de final liderando o grupo, com 13 pontos. O River Plate, dirigido por Daniel Passarella, havia eliminado o clube brasileiro na ida por 3 a 2. Na volta, o time argentino venceu por 3 a 1, abrindo caminho para a classificação do Libertad.

A derrota ficou marcada também pela escalação titular do Timão, que contava com Silvio Luiz, Coelho, Marcus Vinícius, Betão e Rubens Júnior, entre outros. Ademar Braga, treinador do Corinthians, chamou o revés de cataclísmico para sua carreira.

Repercussões e mudança de atuação

No pós-jogo, o tenente Alexandre Vilariço, que comandava o grupo de policiais, relatou a invasão ao alambrado. O opened gate foi forçado, mas houve contenção com cassetetes e apoio de munições de efeito moral, segundo relatos da época.

A partir daquele episódio, policiais, delegacia do torcedor e Ministério Público passaram a atuar de forma mais integrada. A Federação Paulista de Futebol intensificou a profissionalização das ações e clubes passaram a adotar planejamento de eventos mais técnico.

Betão, meia-entrada nas categorias de base, lembrou a noite de tensão. O elenco foi dividido entre sair em carros da polícia e seguir no hotel, sob receio de emboscadas ou ataques durante a madrugada. A maioria só deixou o hotel com o amanhecer.

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