A Eagle Bidco, controlada pela Cork Gully, acionou a Justiça do Rio de Janeiro para recuperar seus direitos de voto na SAF do Botafogo. O pedido foi apresentado após a disputa entre os sócios do clube ganhar novo capítulo nos bastidores.
Segundo o documento, John Textor permanece influente na gestão da SAF, mesmo após ter sido afastado por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas. A Eagle sustenta que a resolução do conflito deve ocorrer apenas no âmbito arbitral.
A empresa contesta a nomeação de Durcesio Mello como diretor da SAF, classificando-a como irregular e pedindo sua destituição. O texto afirma ainda que Textor participava de viagens com a diretoria e o elenco a jogos do Brasileirão.
A Eagle aponta que Textor toma decisões estratégicas, como negociações de jogadores, sem consultar os demais acionistas. O documento também acusa uso de ações como garantia sem autorização, chamando a situação de urgência fabricada.
A petição solicita que o Tribunal de Justiça do Rio seja considerado incompetente para julgar questões societárias da SAF, pedindo que o caso tenha tramitação exclusiva no tribunal arbitral. O processo será analisado pela 2ª Vara Empresarial da capital.
O próximo passo envolve a definição de quais instâncias julgarão a disputa entre as partes e quais medidas poderão ser adotadas enquanto há controvérsia sobre os poderes dos gestores da SAF Botafogo.
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