A Justiça do Rio de Janeiro encomendou uma perícia para o Botafogo, com foco na saúde financeira e na viabilidade da SAF do clube. O relatório concluiu que a SAF é operacionalmente viável, e que a recuperação judicial é essencial para o futebol do Glorioso. O exame foi encaminhado à 2ª Vara Empresarial da cidade.
A perícia apontou um quadro de liquidez crítica: para cada 1 real em necessidades do futebol, há apenas 0,02 real disponível em caixa. O estudo destaca risco de fluxo de caixa e a necessidade de reestruturação do passivo para manter a continuidade das atividades.
Viabilidade e riscos: segundo o laudo, equacionado o endividamento, a SAF pode manter a operação, desde que haja preservação de ativos e do fluxo de caixa. Sem isso, administradores alertam para prejuízos operacionais e esportivos relevantes.
Situação de gestão e investidores: com John Textor afastado por decisão do Tribunal Arbitral da FGV e a Eagle com direitos políticos cassados, o grupo negocia com novos investidores para liderar a gestão da SAF. A GDA Luma aparece como candidata favorita.
A perícia ressalta ainda que a recuperação judicial pode permitir alterações no quadro econômico-financeiro e evitar inadimplência de obrigações atuais. O relatório sugere que, sem injeção imediata de recursos, o caixa pode ficar crítico nos próximos dias.
Fontes relataram que o Clube busca novos investimentos para manter salários, fornecedores e funcionamento do estádio Nilton Santos. A reportagem segue acompanhando o desdobramento com base em documentos oficiais e decisões judiciais, sem apresentá-los de forma opinativa.
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