O promotor Cássio Conserino pediu à Justiça, na segunda-feira, intervenção judicial no Corinthians. O Ministério Público de São Paulo questiona a aprovação das contas de 2025 e aponta gestão temerária com base no balanço financeiro do clube.
Segundo o MP, houve nulidade no processo de aprovação das contas de 2025. O órgão aponta déficits, endividamento elevado e falhas de governança como fundamentos para a medida.
As contas de 2025 registraram um deficit de 143,4 milhões de reais, elevando o endividamento total do clube para acima de 2,7 bilhões. O MP ainda responsabiliza agentes pela gestão irregular.
Irregularidades identificadas
O promotor aponta três conjuntos de irregularidades. Primeiro, a participação de Haroldo Dantas em reunião do Conselho Fiscal que recomendou aprovação com ressalvas, apesar de ser advogado das empresas do presidente e estar afastado por conflitos de interesse. Dantas assinou a ata da reunião.
O segundo ponto envolve o Cori, o Conselho de Orientação, que não identificou a ilegalidade da participação de Dantas nem especificou as ressalvas apontadas no documento. O órgão não propôs sanções ou correções.
O terceiro ponto diz respeito ao Conselho Deliberativo, que aprovou as contas de Osmar Stabile desconsiderando recomendações internas e externas. O MP solicita que os conselheiros presentes na votação também sejam responsabilizados.
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