Oito tenistas, liderados pela número um Aryna Sabalenka, levantaram a possibilidade de boicotar o Aberto da França caso o prêmio em dinheiro não seja reajustado. A declaração ocorreu nesta terça-feira (5), durante o Grand Slam de saibro.
A discussão envolve a distribuição de prêmios entre os jogadores. Mesmo com o aumento de 9,5% neste ano, para 61,7 milhões de euros, atletas afirmam que a participação financeira ainda fica abaixo de 15% da receita total do torneio.
Segundo Sabalenka, o boicote pode ser adotado para exigir mudanças. Ela afirmou que as negociações podem evoluir até que haja uma decisão que agrade a todos, mantendo a possibilidade de ação caso não haja progresso.
A atleta ressaltou que a situação é considerada injusta para os jogadores e que a participação do tênis é essencial para o evento. A esperança reside em acordos que beneficiem o conjunto dos atletas ao longo do tempo.
A Federação Francesa de Tênis foi procurada para comentar o tema pela Reuters, sem envio de resposta pública até o fechamento deste texto.
Ranking de prêmios de Grand Slams indica diferenças entre as ligas. O Aberto dos EUA pagou cerca de US$ 90 milhões no ano anterior, enquanto Wimbledon destinou 53,5 milhões de libras e o Australian Open chegou a 111,5 milhões de dólares australianos neste ano.
A conversa sobre valores surge em meio a disputas históricas por maior participação de premiação, com expectativa de que os torneios avancem em investimentos que reconheçam a contribuição dos jogadores ao espetáculo.
Sabalenka reforçou que os tenistas merecem mais participação financeira e que o show do esporte depende deles. A situação segue em estudo, com negociações em curso entre atletas e organizadores.
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