Originarios estreia profissionalmente no Brasil, disputando a quinta divisão do Campeonato Carioca. O clube, criado por indígenas, busca visibilidade para o povo Guarani Mbya e a defesa de terras. O encontro marca uma nova frente contra o preconceito no futebol.
Aberto a jogadores de todo o Brasil, o elenco reúne atletas de diferentes regiões, com raízes indígenas. O presidente Tupa Nunes, cacique da aldeia Mata Verde Bonita, explica que a iniciativa visa ampliar a representatividade e dar oportunidade a quem sofre com violência e disputa de terras.
O técnico Huberlan Silva relata que a seleção foi feita em busca de talentos indígenas espalhados pelo país. Profissionais viajaram de longas distâncias, incluindo áreas da floresta amazônica, para integrar o Time Originarios.
Entre os jogadores, o atacante Edilson Karai Mirim atua como artista gráfico da aldeia e usa a pintura corporal para apresentar a cultura Guarani durante as partidas. Para ele, representar o povo tem grande significado pessoal.
A direção do clube não pretende apenas gols, mas ampliar o alcance da luta por representatividade. Nunes sonha com as “águias guerreiras” estampando a camisa e abrindo portas para times nacionais ou europeus, incluindo a possibilidade de atletas na seleção brasileira.
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