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Kaká cita convite de Ancelotti, bastidores da Copa e por que não quer treinar

Kaká relembra acidente que quase o deixou sem andar, destaca apoio a Ancelotti e aponta a Kings League Brasil como novo foco profissional

Kaká é capa de maio da GQ Brasil — Foto: Franco Amendola/GQ Brasil
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Kaká relembra momentos decisivos da carreira em entrevista exclusiva, destacando o acidente que quase encerrou o sonho de jogar, a ascensão no São Paulo e a convivência com ídolos. O foco é a trajetória, sem tomar partido ou emitir críticas.

Em outubro de 2000, Kaká sofreu fratura na sexta vértebra cervical ao descer um toboágua. O médico informou que voltar a andar seria a maior vitória, não o retorno aos campos. A frase dele foi de gratidão pela recuperação.

O atleta contou como a família o manteve firme. Ao renovar com o São Paulo, ouviu do pai um alerta sobre responsabilidade financeira. A conversa ajudou a manter os pés no chão e consolidar valores familiares.

Nascido em Brasília, Kaká mudou-se para Cuiabá aos 4 anos e para São Paulo aos 7, por conta do pai. A paixão pelo futebol começou cedo, com o lançamento em bases do SPFC aos 8 anos e a projeção no profissional em 2001.

Aos 20 anos, Kaká integrou a seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 2002, ao lado de Ronaldo, Rivaldo e Cafu. A participação foi marcada pela emoção de conviver com estrelas e pela expectativa da evolução do jogador.

Em Milan e Real Madrid, Kaká ganhou títulos e o reconhecimento de melhor jogador do mundo em 2007. Cafu comenta o papel da família no acolhimento do jovem atleta, que chegou à Europa sem perder a humildade.

Ancelotti, técnico com quem trabalhou, é tema de memória afetiva de Kaká. O treinador descreveu Kaká como gênio inteligente, destacando a capacidade de pensar rápido e ler jogadas. A relação segue como referência profissional.

Por anos, o peso da mídia e as cobranças acompanharam Kaká. Ele ressalta que o ambiente de redes sociais aumentou a pressão emocional dos atletas jovens, exigindo suporte psicológico mais presente hoje.

Aos 35, em 2017, no Orlando City, Kaká percebeu oscilações de humor e decidiu parar. Em 2018, iniciou formação em gestão esportiva, busca de cursos na FIFA e Harvard, preparando-se para futuros projetos fora de campo.

Antes de cogitar atuação como treinador, Kaká priorizou a vida familiar e o tempo com a esposa, a modelo Carol Dias Leite, e os quatro filhos. Hoje, ele administra atividades comerciais e eventos, mantendo o foco na saúde.

No presente, Kaká lidera a Kings League Brasil, além de manter compromissos com futebol institucional e publicidade. A ideia é ampliar o diálogo com a nova geração, sem abandonar a essência do esporte.

Trajetória e desafios

O ex-jogador reforça que não pretende abandonar o futebol, apenas adota equilíbrio entre jogos, gestão e família. A relação com Ancelotti permanece sólida, servindo de referência para projetos futuros no esporte.

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