O diretor de futebol do Flamengo, José Boto, revelou nesta sexta-feira os bastidores da confusão que levou ao cancelamento da partida contra o Independiente Medellín, na Colômbia, na noite de quinta. O episódio ocorreu após torcedores colombianos invadirem o túnel do vestiário, colocando em risco a segurança da delegação rubro-negra.
Segundo Boto, os torcedores não tinham contra o Flamengo, mas ficaram no meio do confronto. Eles jogaram sinalizadores, pedras e ferros, criando um ambiente inseguro e sem condições de continuidade do jogo. A situação levou os dirigentes a avaliarem a evacuação do estádio.
O presidente do Medellín, conforme o relato do dirigente português, desejava manter o confronto em campo com a garantia de segurança, apoiado pelo governo local. A Intervenção da Conmebol foi determinante para a suspensão do duelo.
Boto afirmou que a decisão final seguiu a orientação da Conmebol e que o Flamengo não tinha condições de atuar com segurança. Segundo ele, a prioridade foi evitar uma continuação mais grave ou uma volta ao estádio com ainda mais tensão.
Sobre o desfecho esportivo, o diretor afirmou que há pouca possibilidade de mudança de resultado sem a realização da partida. A expectativa é de que a Comiss�o Jurídica da Conmebol analise o expediente e defina o andamento da competição, com provável reconhecimento de vitória por W.O para o Flamengo.
Boto ainda citou uma experiência anterior na Grécia para contextualizar a gravidade de incidentes envolvendo torcidas. Em situações similares, o futebol de alto nível já viu partidas adiadas ou paralisadas por fatores de segurança, com impactos logísticos e administrativos para clubes.
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