Gabriel Bortoleto, da Audi, foi protagonista de um fim de semana complicado no GP de Miami, marcado por falhas técnicas e abalos operacionais na equipe. A estreia de Allan McNish como diretor de corridas trouxe expectativa, mas as sessões mantiveram o foco em resolver problemas.
McNish assumiu um papel de gestão de pessoas, entre mecânicos, estratégia e área de atuação da equipe, em uma estrutura onde Mattia Binotto comanda a operação como um todo. Em entrevista ao UOL Esporte, o ex-piloto destacou que o foco inicial é a organização da corrida e o apoio a sua equipe.
O fim de semana teve episódios que evidenciaram o retrabalho em pista. Nico Hulkenberg não largou na sprint e abandonou a prova. Bortoleto enfrentou problemas no treino livre, foi desclassificado na corrida por infração técnica e houve nova falha antes da classificação, deixando o carro sem condições ideais para o classificatório, que terminou com o Audi em chamas.
Na sprint, Bortoleto foi o piloto que mais ganhou posições, conquistando nove lugares. Na corrida principal, porém, o brasileiro ficou fora dos pontos, mesmo com esforço para recuperar posições ao longo da prova.
Desempenho e lições do fim de semana
A equipe reconhece a necessidade de ajustes estruturais para os próximos compromissos. O episódio de classificatório e as falhas técnicas ressaltam a criticidade de manter o carro no grid e com confiabilidade em alto nível.
McNish avaliou o cenário e afirmou que o time está em um processo de aprendizado. “Binotto cuida das duas fábricas e eu foco na operação de corrida”, resumiu, destacando a divisão de funções e a busca por melhoria contínua.
Próxima prova
A Fórmula 1 retorna em breve, com o GP do Canadá marcado para 24 de maio, onde a Audi deseja reverter o ritmo e colocar Bortoleto novamente em posição de pontuar.
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