Gustavo Cordoni, alpinista brasileiro, descreveu à CNN a avalanche ocorrida na sexta-feira 8, no Monte Everest. O bloco de gelo, conhecido como serac, desabou sobre a rota principal de escalada, ferindo alguns alpinistas, sem registro de mortes até o momento.
O acidente aconteceu entre o campo base e o campo 1. Cordoni afirmou ter passado pelo serac minutos antes do colapso e destacou que a região é de alto risco e de difícil resgate, exigindo atenção técnica constante dos escaladores.
A operação de resgate foi rápida e contou com um helicóptero posicionado próximo ao acidente, o que contribuiu para a ausência de óbitos, segundo o relato. O grupo acompanhou a operação de perto, elogiando a eficiência do resgate.
Cordoni explicou que a escalada envolve ciclos de aclimatação; no Everest, até chegar aos 8.848 metros, os alpinistas passam por dois ciclos antes de tentar a subida. O grupo já havia completado as etapas de aclimatação e aguardava uma janela climática segura.
Todos os escaladores atuam sob permissão do governo do Nepal e precisam contratar um seguro de resgate. O uso de helicóptero é reservado a emergências, conforme o protocolo da expedição.
A descida integra o projeto 14 Cumes, que visa tornar Cordoni o primeiro brasileiro a completar as 14 maiores montanhas do mundo. O objetivo atual é realizar o doublehead: Everest, retorno ao campo 4 e subida ao Lhotse.
Apesar do susto, Cordoni manteve a confiança e reforçou o respeito pela montanha. A expedição segue com foco na segurança e no propósito por trás da jornada, conforme ele relatou.
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