O dirigente do Corinthians questiona a decisão da arbitragem após o clássico contra o São Paulo, vencido pelo Timão por 3 a 2. Bobadilla, volante do São Paulo, fez gesto considerado obsceno durante a comemoração de um gol, não recebeu cartão vermelho e o lance foi mantido após checagem no VAR. A justificativa foi de que não houve toque genitais.
O Corinthians sustenta que o gesto foi inequívoco e reclama que a punição deveria ter ocorrido. A diretoria destaca que, em casos anteriores, jogadores do próprio clube já foram expulsos por gestos semelhantes, ainda que o árbitro tenha interpretado de forma diferente no caso de Bobadilla.
Durante a partida, o árbitro Anderson Daronco não expulsou Bobadilla. O VAR analisou o lance, mas entendeu não haver clara irregularidade que justificasse o cartão vermelho, segundo apuração relacionada ao conteúdo do gesto.
Reação e próximos passos
Marcelo Paz, diretor executivo de futebol do Corinthians, criticou a decisão e pediu explicação oficial à CBF. Ele afirmou que o tema exige definição clara sobre o que é considerado gesto obsceno dentro do futebol e apontou que houve divergência em relação a casos anteriores envolvendo jogadores de Corinthians.
O dirigente destacou que o objetivo é evitar ambiguidades futuras e ressaltou que haverá reunião com a comissão de arbitragem para discutir o assunto. Paz deixou claro que a intenção é promover transparência e consistência nas decisões de punição.
O clube também ressaltou que os dois jogadores do Corinthians expulsos por gestos obscenos em jogos passados tiveram punição, contrastando com o caso de Bobadilla. A situação permanece sem conclusão, com agenda de reunião prevista para tratar do tema.
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