Luana Silva, 22 anos, lidera o ranking mundial feminino da World Surf League e é a única representante do Brasil na elite da categoria. A temporada começou bem para a paulista criada no Havaí, que busca o título mundial.
Nascida no North Shore de Oahu, Luana pegou a primeira onda aos 4 anos e competiu pela primeira vez aos 8. Ao longo dos anos, viajou para Indonésia, Maldivas, México e Taiti para ampliar seu repertório.
Apoiada por uma equipe de apoio que inclui técnico, preparadora física, psicólogo e família, Luana afirma que a estrutura é crucial para o desempenho. A cabeça bem preparada é vista como fundamental.
Na Gold Coast, ficou com o vice-campeonato, atrás de Stephanie Gilmore, e em Margaret River perdeu para Lakey Peterson. Conquistou ainda a Tríplice Coroa Australiana, em conjunto com Gabriel Medina.
Luana será a primeira brasileira a vestir a lycra amarela, símbolo do líder do ranking. A mudança marca um marco histórico para o surfe nacional, que já teve Jacqueline Silva no topo em 2004.
Este é seu quarto Championship Tour. Em Margaret River, eliminou Gilmore, Wright e Picklum, consolidando-se entre as favoritas. Em 2025 foi campeã mundial júnior e participou dos Jogos Olímpicos de Paris 2024, terminando em quinto.
Em 2022, Luana trocou oficialmente a bandeira havaiana pela brasileira, influenciada por Tatiana Weston-Webb. A mudança ampliou oportunidades e aproximou-a da torcida local, segundo ela.
Hoje, Luana treina com Leandro Dora, pai do atual campeão mundial Yago Dora, que também atua como mentor. Ela destaca o acompanhamento psicológico como parte essencial da preparação.
Apesar dos vice-campeonatos neste ano, o objetivo permanece vencer uma etapa do circuito mundial. A próxima fase acontece entre 15 e 25 de maio, em Manu Bay, Raglan, na Nova Zelândia.
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