O surfe volta a ser permitido na onda do Eisbach, em Munique, após a cidade adotar novas regras de segurança. A medida foi anunciada pelo prefeito Dominik Krause, do Partido Verde, na sexta-feira, dia 8, dias após a formação de uma nova coalizão de governo municipal. A prática fica autorizada no canal do rio Isar, dentro do parque Jardim Inglês, até as 22h, apenas para surfistas habilidosos.
A onda reapareceu após ter sumido durante trabalhos de limpeza e drenagem. A retomada ocorre num contexto de controvérsia que envolveu o fechamento temporário da área, motivado por fatalidades e riscos à segurança. O retorno busca equilibrar lazer urbano com normas de proteção aos praticantes.
Novas regras e medidas de segurança
A portaria estabelece obrigatoriedade de cordão de segurança que se solta automaticamente sob forte tensão, para evitar que surfistas sejam puxados pela correnteza. O objetivo é prevenir incidentes semelhantes ao ocorrido no ano anterior, quando uma mulher de 33 anos morreu devido ao equipamento ficar preso no fundo.
A oponência do público foi registrada por parte da comunidade local, que celebrou a reabertura, mas ressaltou a necessidade de limites. O Clube de Surf de Munique manifestou apoio ao retorno, destacando a importância do lugar para o estilo de vida da cidade, sem atribuir crédito político à decisão.
Contexto histórico da onda
A chamada onda do Eisbach é um marco da cidade desde a década de 1980 e atrai visitantes no verão. Ela foi criada em 1972 por surfistas que formaram corrente a partir de blocos de concreto no leito do riacho. O surfe no Eisbach passou a ser autorizado oficialmente apenas em 2010, quando a onda já era famosa.
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