A escalada indoor ganhou impulso no Brasil desde que passou a constar no programa olímpico em Tóquio 2020. O número de ginásios especializados no país saltou de 28 em 2020 para 95 hoje, um crescimento de 239%.
Segundo dados da Confederação de Escalada Esportiva, a modalidade ganhou adesão expressiva após o retorno dos Jogos. A escalada também está prevista para estrear nas Paralimpíadas, em Los Angeles 2028, ampliando o alcance do esporte.
O boom ocorreu principalmente com a prática indoor, em ginásios abertos em diversas cidades. Em 2020, o cenário era mais restrito; hoje, a rede de espaços dedicados já se tornou dominante para quem busca treino estruturado.
Entre os formatos existentes, o boulder é um dos mais populares, com paredes mais baixas e quedas amortecidas. O top rope envolve uma corda fixa do topo da parede, oferecendo maior segurança para iniciantes.
A prática combina força, mobilidade e coordenação de todo o corpo. Educadores apontam que o core é fundamental, e que o treino favorece a queima de gordura, ganho de massa muscular e melhoria da aptidão geral.
Para a comunicadora Stephanie Noelle, a escalada funciona como solução de problemas no movimento. Ela começou há meses em São Paulo e passou a treinar de duas a três vezes por semana, mantendo foco no presente durante cada séance.
Além dos aspectos físicos, a escalada fortalece a mentalidade de superação de limites. Há uma percepção de que a prática ensina a lidar com falhas sem vergonha e com cobrança excessiva, contribuindo para a saúde mental.
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