O ex-engenheiro da Ferrari, Rob Smedley, classificou como deprimente o cenário vivido pela equipe após o GP de Miami. A Scuderia lançou um pacote de 11 atualizações no SF-26, com mudanças no assoalho, difusor e na asa traseira “Macarena”, mas o resultado ficou abaixo do esperado.
Charles Leclerc liderou o único treino livre, mas no domingo ficou longe da briga pelas primeiras posições. O monegasco cruzou a linha de chegada bem atrás da Mercedes e recebeu uma punição de 20 segundos por exceder os limites de pista na última volta.
> O impacto interno do resultado, segundo Smedley, pode ser pesado para a equipe italiana. O principal problema é entender o que realmente funcionou no novo pacote.
> O que foi apresentado, o que está funcionando e o que não está funcionando geram necessidade de engenharia reversa. Se não houver correlação entre túnel de vento, simulações e pista, o processo é repetido para encontrar soluções.
Desafios de recursos e contexto técnico
A preocupação aumenta porque esse tipo de investigação pode atrasar o desenvolvimento futuro do carro, desviando parte da equipe de novas melhorias para analisar correlações entre diferentes ambientes de teste, segundo Smedley.
Otmar Szafnauer, ex-chefe da Alpine, alertou que esse trabalho consome recursos importantes na fábrica. O foco passa a ser a correlação, não apenas acelerar o desempenho do carro.
Antes de Miami, a Mercedes já apontava a Ferrari como principal ameaça no fim de semana, pela dimensão do pacote de atualizações levado pela Scuderia. Na prática, a McLaren foi a equipe que mais incomodou a Mercedes na Flórida.
Panorama das Atualizações
A Mercedes ainda não utilizou o seu principal pacote, previsto para o GP do Canadá, o que aumenta a pressão sobre a Ferrari nas próximas corridas. A temporada segue, com foco em entender a eficácia das mudanças no SF-26.
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