Jason Collins, ex-jogador da NBA e pioneiro por assumir publicamente ser gay, faleceu aos 47 anos após luta contra um glioblastoma, câncer cerebral agressivo. A confirmação partiu da família nesta terça-feira, 12 de maio, via NBA.
Em setembro de 2025, a liga informou que Collins trata um tumor cerebral. Depois, ele revelou em artigo à ESPN o diagnóstico de glioblastoma em estágio 4, uma das formas mais graves da doença. A família destacou a coragem durante o tratamento e o impacto do ex-atleta dentro e fora das quadras.
Natural de Northridge, Califórnia, Collins iniciou a carreira profissional em 2001 após ser drafted pelo Houston Rockets. Sua estreia oficial foi pelo New Jersey Nets, com passagem por Memphis Grizzlies, Minnesota Timberwolves, Atlanta Hawks, Boston Celtics e Washington Wizards.
Em 2013, Collins tornou-se símbolo de representatividade ao abrir-se sobre sua sexualidade. No ano seguinte, ao assinar com o Brooklyn Nets, tornou-se o primeiro jogador assumidamente gay a atuar nas quatro principais ligas norte-americanas. A decisão ganhou ampla repercussão mundial.
Ao longo da vida, Collins atuou como embaixador global do basquete e participou de projetos de inclusão promovidos pela NBA. Recentemente, recebeu o Prêmio Bill Walton de Campeão Global, mas não pôde comparecer por questões de saúde; o reconhecimento foi recebido pelo irmão gêmeo, Jarron Collins.
Legado e reconhecimento
O comissário da NBA, Adam Silver, destacou o legado histórico de Collins para o esporte e para gerações futuras, especialmente na promoção de ambientes mais inclusivos. Ele ressaltou a liderança e a contribuição de Collins ao longo de 13 anos na liga e como embaixador do NBA Cares.
Collins deixa o marido, Brunson Green, além do irmão gêmeo Jarron e dos pais Portia e Paul Collins, entre familiares. A família agradeceu o apoio recebido nos últimos meses durante o tratamento.
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