O Brasileirão ainda não recebe a mesma atenção no exterior, apesar de mobilizar milhões de torcedores no Brasil. A constatação foi feita por Ricardo Fort, ex-executivo da Visa e da Coca-Cola, durante o São Paulo Innovation Week. O evento é promovido pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap.
Fort destacou que a internacionalização de grandes eventos não acontece naturalmente e citou o Australian Open como referência. Segundo ele, torneios de peso mundial investem em marcas e patrocínios para alcançar públicos fora do seu país, diferente do Brasileirão, que ainda precisa desenvolver essa estratégia de visibilidade.
André Sá, ex-top 55 do ranking mundial de tênis e hoje diretor de relação com atletas na Tennis Australia, contou como a marca australiana atua na América do Sul. Ele citou a criação do Junior Series, torneio para jovens talentos que chegou à região há quatro anos.
A iniciativa visa mapear futuros atletas e ampliar o alcance da modalidade. Sá disse que o Australian Open ganhou relevância global, inclusive na Ásia, com ações como a Junior Series em China e Japão. O objetivo é construir um mercado sólido no Brasil para a marca.
Fort reforçou que ligas grandes mantêm escritórios em Nova York para atrair o interesse do público americano. Ele avaliou que o Brasileirão precisa avançar em estratégias de promoção e visibilidade para competir com outras ligas e eventos globais.
Segundo os protagonistas, o sucesso de torneios globais depende de ações coordenadas entre patrocínios, branding e presença internacional. O debate no SPIW inseriu o tema da internacionalização de eventos esportivos em pauta para investidores e executivos.
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