A Fórmula 1 adiou a implementação de mudanças regulatórias para permitir a conclusão de um pacote de assistência à Honda. O objetivo é ajudar a fabricante japonesa a se recuperar após um começo complicado sob o novo regulamento. A decisão envolveu fabricantes de motores, a FIA e a própria organização da F1.
A Aston Martin, parceira da Honda, enfrentou atrasos no desenvolvimento, atribuídos a fornecedores ligados à equipe, mudanças no staff do projeto e decisões que não renderam os resultados esperados na integração com o carro. Por isso, a equipe ficou entre as mais atrasadas no grid.
A consequência prática é que o desempenho da Honda ficou significativamente atrás dos rivais próximos, levando a equipe a não investir pesado em grandes pacotes aerodinâmicos no momento. O objetivo é evitar despesas que não gerem ganhos suficientes de performance.
Além disso, a Aston Martin começou a fabricar seu primeiro câmbio, um desafio que também contribui para a instabilidade observada na condução. Pilotos relataram inconsistência na troca de marchas, o que impacta a estabilidade e a velocidade.
Na trajetória de motores, a marca tem mostrado lacunas de dados sobre a gestão da energia elétrica, em comparação com os concorrentes. O uso de informações técnicas é menos robusto, em função da dependência de um único fornecedor.
Como funciona o pacote de ajuda à Honda
Há uma regra na F1 que permite maior desenvolvimento para equipes com motores mais defasados, desde que haja aprovação da FIA. O mecanismo ADUO foi ajustado para refletir discrepâncias entre motores, com notificações esperadas após o GP de Miami.
A divulgação da lista do ADUO ficou para depois do GP do Canadá, segundo as decisões recentes. O benefício do ADUO varia conforme a diferença de desempenho entre o motor da Honda e o do concorrente líder, e pode incluir mais tempo de desenvolvimento.
O suporte máximo prevê até 11 milhões de dólares adicionais para o teto de unidades de potência, mais 8 milhões de dólares extraordinários neste ano. Ao todo, o aporte pode chegar a quase 93 milhões de reais.
O ADUO também amplia o tempo de banco de testes, de forma a favorecer o desenvolvimento de novas especificações de motor. Em termos práticos, isso significa mais horas dedicadas ao aperfeiçoamento.
A expectativa é de que o motor Honda receba uma atualização de confiabilidade já para o GP de Miami, com melhorias visíveis na vibração e na suavidade de funcionamento. A primeira atualização de desempenho deve ocorrer após a pausa de agosto.
A Audi e a Ferrari, entre outras equipes interessadas, aguardam a divulgação oficial do ADUO para planejar suas estratégias. A Honda pretende que o novo pacote de confiabilidade sirva como base para evoluções futuras.
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