As SAFs chegaram ao futebol brasileiro para reduzir riscos, mas precisam amadurecer, avaliam profissionais do mercado. Foi discutido no São Paulo Innovation Week (SPIW), durante a palestra Quem são os grandes investidores do Futebol?
Rodrigo Tostes, ex-vice-presidente de Patrimônio do Flamengo, destacou que há melhoria necessária na governança das SAFs. Ele reforçou que o modelo pode ajudar, mas não deve ser a única solução para a recuperação dos clubes.
A fala de Tostes ressaltou a importância de alinhar objetivos entre investidores e clubes. Segundo ele, o futebol tem duas principais fontes de receita: renda de torcedores e venda de atletas, que precisam ser exploradas com planejamento.
Desafios de maturidade
César Grafietti, especialista em finanças do futebol, alertou sobre a necessidade de entender todos os lados envolvidos, inclusive o torcedor. Ele citou que decisões precipitadas podem comprometer o equilíbrio financeiro.
Grafietti ressaltou que o modelo de negócio precisa ter sustentabilidade. Investimentos nem sempre garantem retorno imediato, podendo gerar atrasos salariais se não houver planejamento claro.
Olhar para o longo prazo
A análise dos especialistas aponta que clubes de séries inferiores também entram no cálculo. O dinheiro colocado não é ilimitado, exigindo estratégia clara de resultados e governança para evitar desequilíbrios.
Pontes entre clubes, investidores e torcida devem ser fortalecidas para que as SAFs contribuam de forma estável ao longo do tempo. A discussão continua no SPIW, maior festival de tecnologia e inovação realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos.
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