Quase 25% das partidas da Copa do Mundo de 2026, na América do Norte, podem ocorrer sob calor extremo e alta umidade, em comparação com o torneio de 1994, segundo estudo de cientistas divulgado nesta quinta-feira. A pesquisa analisa as condições em 16 estádios dos EUA, Canadá e México.
Conforme o estudo, o índice WBGT — que considera temperatura, umidade, radiação solar e nebulosidade — aumenta o risco para jogadores e torcedores. Em situações de umidade alta, temperaturas aparentes sobem, elevando a possibilidade de impactos na saúde.
Quase 26 partidas teriam WBGT igual ou superior a 26°C, exigindo medidas adicionais de resfriamento, segundo os pesquisadores. Cinco confrontos atingiriam ou passariam de 28°C WBGT, nível considerado perigoso e que pode levar à suspensão de jogos.
Os locais identificados com maior risco são estádios abertos em Miami, Kansas City e Nova York/Nova Jersey, onde ocorre a final em 19 de julho. Outros estádios com refrigeração reduzem o risco, mas o público externo permanece exposto.
Parada para hidratação obrigatória
A FIFA determinou pausas oficiais de hidratação aos 22 minutos de cada tempo, válidas para todas as partidas. A medida vale mesmo em jogos noturnos ou em estádios cobertos, segundo informações da organização.
Caso haja lesão perto da pausa, o procedimento médico ocorre normalmente no local, conforme a abordagem vigente durante o torneio. Além disso, as pausas para hidratação podem receber exibição de comerciais pelas emissoras.
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