A Honda pode acessar um pacote de apoio financeiro e técnico para enfrentar o novo regulamento de motores da Fórmula 1 em 2026. A ajuda vem por meio do mecanismo ADUO da FIA, que busca reduzir déficits de desempenho e manter competição entre as fabricantes.
O montante total disponível é de até US$ 19 milhões, distribuído em duas frentes. Primeiro, um ajuste direto de até US$ 11 milhões no teto de gastos, caso a defasagem seja superior a 10%.
A segunda parcela é um empréstimo de até US$ 8 milhões. Esse valor funciona como alívio temporário para acelerar inovações em 2026 e 2027, com obrigação de devolução nos três anos seguintes.
A devolução não ocorre de forma única: a FIA determina o pagamento distribuído em três exercícios, entre 20% e 50% ao ano. O objetivo é equilibrar investimento imediato e orçamento de desenvolvimento futuro.
A decisão final depende de avaliação formal da FIA. A entidade fará a primeira análise oficial após o GP do Canadá, na próxima semana, para medir a hierarquia entre as equipes e a extensão da desvantagem de cada fornecedora.
A Honda aguarda o veredito para definir a estratégia de uso do apoio, que pode incluir ajustes no teto de gastos e mais horas de testes. A FCA indicou que os dados oficiais devem embasar a configuração das concessões.
A expectativa é que a confirmação detalhada da quantia e do escopo ocorra somente após a avaliação da FIA, com as equipes ajustando planos conforme o diagnóstico da federação.
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