Após o anúncio de novas eleições no Real Madrid, feito por Florentino Pérez, seguem-se as regras impostas pelo estatuto para quem deseja concorrer à presidência. O foco é entender quem pode se candidatar, quando e sob quais condições.
O clube estabelece critérios objetivos para a candidatura. O postulante deve ser espanhol, maior de idade e possuir plena capacidade civil, além de estar em dia com deveres sociais e não ter punição que impeça o exercício de cargos de direção.
Tempo de associação é um filtro central. Para concorrer à presidência, é necessário ser sócio do Real Madrid há pelo menos 20 anos, de forma ininterrupta. A exigência de antiguidade varia conforme o cargo na chapa.
Requisitos por cargo
Para vice-presidentes, o mínimo é 15 anos como sócio; para os demais integrantes, pelo menos 10 anos de associação. Em paralelo, a norma restringe candidaturas de pessoas ligadas a outros clubes ou ativas no futebol, como jogador, árbitro, treinador ou técnico, no momento da proclamação.
Requisitos financeiros e de elegibilidade
O candidato precisa apresentar um pré-aval bancário que cubra parte relevante do orçamento do clube. O documento deve ser emitido por uma instituição registrada no Banco da Espanha e abarcar, no mínimo, 15% do orçamento total.
Segundo o jornal Mundo Deportivo, o valor de referência fica em torno de 187 milhões de euros, equivalente a quase R$ 1 bilhão. O pré-aval, em caso de vitória, torna-se garantia definitiva para a chapa vitoriosa.
A garantia deve estar vinculada ao patrimônio pessoal do candidato. O estatuto determina que o banco conceda o aval com base no patrimônio do postulante, que pode respaldar apenas esse patrimônio.
Conjunto de requisitos reduz o número de concorrentes. A combinação de tempo de associação e garantias financeiras tende a limitar a disputa a nomes com perfil adequado aos critérios.
Entre na conversa da comunidade