O calor extremo poderá marcar a Copa do Mundo de 2026. Em 26 das 104 partidas previstas, as temperaturas devem alcançar ou superar 26°C no índice WBGT, segundo a World Weather Attribution. A organização prevê que pausas para hidratação e resfriamento ocorram em cada tempo das partidas.
O estudo aponta que 17 desses jogos devem ocorrer em estádios com ar-condicionado. Ainda assim, mais de um terço das partidas com calor relevante ocorrerá em arenas sem refrigeração. O tema destaca desigualdade na proteção aos torcedores entre sedes.
Três estádios — localizados em Dallas, Houston e Atlanta — contam com estruturas climatizadas. Nas demais praças, a experiência térmica dependerá das condições externas e do fluxo de público ao redor. A organização avança no tema de planejamento urbano e hospitalidade.
A Copa ocorre em território norte-americano, onde o calor pode se intensificar durante o calendário de jogos. Pausas adicionais para resfriamento estão previstas pela FIFA para reduzir impactos fisiológicos no ambiente de competição.
Pesquisadores ressaltam que o público também enfrenta riscos. Passageiros em filas, áreas abertas e deslocamentos urbanos podem ficar expostos a temperaturas elevadas por longos períodos. A atuação de equipes médicas em áreas externas é um ponto de atenção.
A final está agendada para 19 de julho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. A estimativa da WWA aponta uma probabilidade de 12,5% de a partida decisiva ocorrer sob WBGT igual ou superior a 26°C, com possibilidade de exceder 28°C. Essas informações ajudam a mapear o desafio climático para organizadores e torcedores.
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