O estudo do World Weather Attribution aponta que o calor extremo pode acompanhar parte da Copa do Mundo de 2026, disputada nos EUA, no México e no Canadá. A análise relaciona o aumento de temperaturas e umidade a mudanças climáticas causadas pelo homem, elevando riscos para atletas e torcedores.
Mais de duas dezenas de partidas podem ocorrer em condições de estresse térmico. O WBGT, índice que reúne temperatura, umidade, insolação, vento e nuvens, é usado para identificar o risco. Valores acima de 26°C já são considerados perigosos para a competição.
Entre as cidades com maior probabilidade de enfrentar calor extremo estão Houston, Dallas, Kansas City, Atlanta e Nova York, especialmente em horários de pico de calor. Diversos jogos devem ocorrer sob condições de alto estresse térmico.
Medidas de proteção em vigor
A FIFA informa que medidas estão sendo adotadas para mitigar impactos no desempenho e na segurança. Entre elas, pausas obrigatórias de hidratação de três minutos no meio de cada tempo, independentemente do clima.
A organização anuncia também que os calendários devem prever pelo menos três dias de descanso entre jogos realizados em áreas quentes. Bancadas com controle climático estarão disponíveis para comissão técnica, jogadores reservas e staff.
A preocupação com o calor remete aos ajustes da edição de 2022, que foi transferida para novembro e dezembro por questões climáticas no Qatar. O objetivo atual é reduzir riscos à saúde sem comprometer o andamento das partidas.
O secretário-executivo da UNFCCC, Simon Stiell, ressalta a necessidade de ações rápidas para proteger o esporte. A mensagem enfatiza acelerar a transição para energia limpa como instrumento de mudança para comunidades ao redor do mundo.
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