Em meio à preparação para a Copa do Mundo de 2026, Emerson Palmieri reflete sobre a lateral esquerda da seleção brasileira e o desejo de ter sido convocado no passado. Sem negar suas raízes, ele relembra a competição na posição e o futuro que poderia ter tido pelo Brasil.
Palmieri explicou que, quando atuava no mais alto nível europeu, havia nomes consolidados no Brasil, como Marcelo, Filipe Luís e Alex Sandro. Diz que esperou por muito tempo pela chance, mas a CBF não o procurou, e ele acabou aceitando a naturalização italiana em 2018.
O jogador recebeu a medalha de prata da Eurocopa 2020 com a Itália e mencionou que não disputou Copas do Mundo pela Azurra. Mesmo assim, ele ressalta que guarda uma ligação emocional com o Brasil, onde jogou nas categorias de base.
Panorama da lateral brasileira
Ao comentar o ciclo atual, Palmieri aponta renovação lenta na lateral esquerda brasileira desde 2022. No ciclo de março de 2023, o titular foi Alex Telles; depois passaram por lá Ayrton Lucas, Renan Lodi, Caio Henrique, Guilherme Arana e outros nomes, sem consolidação.
Para a Copa do Mundo, o técnico Carlo Ancelotti, segundo Palmieri, pode chamar Alex Sandro e Douglas Santos, com preferência pelo atual titular do Zenit. Em lista extensa, aparecem Carlos Augusto, Kaiki Bruno e Luciano Juba.
O brasileiro segue acompanhando a seleção com atenção. Ele observa que, hoje, o Brasil enfrenta dificuldade de definir um substituto estável para a posição, diferente da época em que havia um trio firme no lado esquerdo.
Perspectivas e ligações com Neymar
Palmieri, que tem 31 anos e passou pelo Santos, não descarta retornar ao futebol brasileiro, com o Santos como prioridade caso retorne ao Brasil. Ele também expressa apoio a Neymar, destacando o talento do atacante e a importância dele para a seleção.
Ele comenta que muitos jogadores da seleção são fãs de Neymar e que a presença do camisa 10 em uma Copa do Mundo costuma motivar o grupo. Em relação ao Santos, reconhece o momento difícil do clube, mas reforça a crença no potencial do elenco ao lado de Neymar.
Palmieri também comenta planos para o futuro fora das raias do campo. Não vê hoje interesse em seguir carreira de treinador ou dirigente, preferindo aproveitar a vida após a aposentadoria e desistindo da ideia por ora, mantendo o foco na vida pessoal e nos jogos.
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