Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, o Haiti chega ao torneio com uma situação interna de crise e uma seleção que atuou fora de casa durante toda a eliminatória. A equipe caribenha garantiu a vaga após vencer a Nicarágua em Curaçao, palco de seus jogos desde 2021, em razão da instabilidade em Porto Príncipe. O país disputará a fase de grupos sob condições atípicas.
A violência em Porto Príncipe persiste e a população vive sob incerteza. Enquanto a seleção treina e viaja para os jogos, milhares de haitianos nos Estados Unidos enfrentam dúvidas sobre vistos e permanência. O TPS, programa de proteção temporária, está sob avaliação pela Suprema Corte dos EUA, ampliando a sensação de insegurança entre a comunidade haitiana no exterior.
Caminho para o Mundial
Após o título de vaga na eliminatória, a equipe disputou as partidas longe de casa, em Curaçao, como medida de segurança. A vitória por 2 a 0 sobre a Nicarágua abriu o caminho para o Mundial, gerando expectativa de ampliar a participação haitiana no cenário internacional.
Cenário internacional e apoio externo
Especialistas apontam que a classificação do Haiti pode aumentar a visibilidade internacional do país. Diplomatas haitianos mantêm atuação ativa em organismos internacionais para defender interesses nacionais, apesar do colapso institucional interno. O futebol surge como plataforma de visibilidade externa em meio à crise.
Repercussões locais e perspectivas
O capitão Johny Placide, goleiro, destaca o orgulho representativo do país e a oportunidade de jovens haitianos. Analistas veem na participação uma oportunidade para reposicionamento diplomático. A imprensa internacional ressalta o papel do esporte como ferramenta de soft power para o Haiti.
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