Stephen Butler completou, aos 69 anos, uma coleção de selos que começou há quase seis décadas, ao fechar a caderneta de cromos da Copa do Mundo de 1970. A peça final foi adquirida por ele depois de encontrar o último espaço em falta, o adesivo do Chile, perdido há anos.
A busca começou quando Butler, morando na região de Chichester, no condado de Sussex, remodelava a casa e encontrou uma caixa no sótão com itens da juventude, entre eles o álbum de cromos Panini da Copa de 1970. O álbum, lembrança de sua época de escola, despertou memórias da infância.
Na época da Copa de 1970, Butler era um adolescente na região de Ribble Valley, Lancashire, acompanhando a Inglaterra em cores, pela primeira vez, em México. Ele lembra com clareza da emoção de ter visto o torneio em um televisor preto, branco de época, após o lançamento da televisão colorida em casa.
O que faltava ao álbum não era um jogador, mas um país: o Chile possuía uma figurinha que ele não conseguiu completar em 1970. Por cinco anos a coleção permaneceu inacabada, guardada em outra caixa, até que Butler soube que Panini deixaria de produzir os álbuns para a FIFA e decidiu finalizar o projeto.
Para completar o espaço, Butler comprou a figurinha chilena por £150, valor considerado alto, mas visto por ele como investimento simbólico em memória. Embora o total estimado em coleções completas dos anos 1970 possa alcançar milhares de libras, ele não tem interesse em vendê-la.
Segundo Butler, o álbum representa uma parte de sua história, capaz de evocar lembranças sobre a paixão pelo futebol, a família e a época em que a Copa era observada com o mundo inteiro conectando-se pela televisão. Aos 69, ele vive perto de Chichester com a esposa, Helen, e tem três filhos adultos que, segundo ele, vão querer a peça no futuro, em quem sabe leilão.
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