O maratonista queniano Sebastian Sawe quebrou o recorde da maratona masculina ao completar os 42,195 km de Londres em menos de duas horas, em 2026. A prova foi marcada por avanços tecnológicos, treino intensivo e estratégias de competição. A realização acendeu debates sobre os limites humanos e as condições que tornam esse feito possível.
Para entender o feito, destacam-se fatores fisiológicos. VO2max elevado, biotipo adequado e alta resiliência são considerados comuns entre atletas de elite. Passadas longas e economia de corrida ajudam a manter ritmo elevado ao longo de toda a distância. Esses elementos, combinados, tornam a marca mais provável.
A economia de energia durante a prova também depende do manejo de carboidratos. Atletas de ponta costumam armazenar carboidratos nos músculos e podem repor alimento durante a corrida, mantendo velocidade estável mesmo em etapas finais exaustivas.
A prova de Londres também evidencia o papel da tecnologia aplicada ao esporte. Técnicos apontam avanços em materiais de vestuário, pisos e calçados que reduzem o esforço necessário. Em especial, tênis de alto amortecimento têm influência direta na economia de corrida.
Papel da tecnologia
Estudos sugerem que modelos de tênis hiperacolchoados podem elevar a economia da corrida em até 5% para atletas de alto rendimento. Esse ganho, embora contado nos treinos e provas, pode representar a diferença entre tempos próximos e marcas históricas.
Além dos calçados, há mudanças em equipamentos, estratégias de treino e monitoramento médico que influenciam o desempenho. Intervenções preventivas e ajustes durante a temporada ajudam a manter o atleta próximo do topo por mais tempo.
Especialistas ressaltam que, embora a fisiologia continue sendo base, o avanço tecnológico tem sido um motor relevante para recordes recentes. A combinação de preparo físico com inovações externas explica, em parte, os resultados observados nos últimos anos.
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