O Grande Prêmio da Catalunha de MotoGP, realizado no último domingo, acumulou acidentes graves que resultaram em hospitalizações. A corrida foi marcada por críticas à condução de segurança da prova após as colisões e pela decisão de manter a relargada após duas interrupções por bandeira vermelha.
Álex Márquez sofreu uma queda violenta ao atingir o líder Pedro Acosta, cujo motociclo apresentou falha elétrica súbita. Márquez quebrou a clavícula direita e sofreu uma fratura vertebral, necessitando de cirurgia e traslado para Madri para recuperação. Como consequência, Johann Zarco, que vinha pouco atrás, foi atingido no pé por detrito gerado pelo acidente.
Logo após a relargada, Zarco esteve envolvido em um novo acidente com Francesco Bagnaia e Luca Marini. Zarco acabou com a perna presa na Ducati de Bagnaia e teve lesões nos ligamentos cruzados anterior e posterior, no menisco medial do joelho esquerdo e uma pequena ruptura da fíbula no tornozelo.
Após duas interrupções por bandeira vermelha, a direção autorizou uma segunda relargada, gerando críticas entre os pilotos. Jorge Martín contestou a decisão após sofrer queda em toque com Raúl Fernández logo após a segunda relargada. Pedro Acosta, ileso na batida com Márquez, também criticou a necessidade de retornar à pista, destacando que a saúde deve ser prioridade.
Zarco, principal envolvido no segundo acidente, reconheceu prejudicial a continuidade da prova. Em entrevista ao L’Équipe, ele relatou arrependimento por ter participado da segunda largada devido a dor no pé esquerdo, agravada pela sequência de queda. O piloto afirmou que deveria ter desistido do restante da corrida para evitar riscos adicionais.
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