O jogo entre CSE e CSA, pela Série D, ocorreu no Estádio Juca Sampaio, em Palmeira dos Índios, no último domingo. Durante a partida, assistentes e uma repórter foram alvo de ataques misóginos vindos de torcedores do time mandante. A Polícia Militar precisou intervir para conter as agressões.
As ofensas incluíram termos discriminatórios direcionados às profissionais, que estão ligadas à arbitragem e à cobertura da partida. A repórter Nathália Máximo relatou o episódio ao vivo, comentando o ocorrido durante a transmissão.
Repercussão e posicionamentos
Entidades do jornalismo e do futebol manifestaram repúdio ao episódio na segunda-feira. Sindjornal, Fenaj e a Comissão Nacional das Mulheres destacaram que as agressões revelam uma cultura de intolerância de gênero no esporte, cobrando medidas efetivas.
A Federação Alagoana de Futebol também divulgou nota de repúdio e informou que vai pedir identificação dos envolvidos e apuração junto às autoridades. A entidade reforçou que o futebol deve ser um espaço de respeito e profissionalismo.
Este episódio reacende o debate sobre violência de gênero no futebol brasileiro, especialmente contra mulheres que atuam como árbitras, jornalistas e em outras funções dentro do esporte. As autoridades e entidades esportivas seguem em investigação e avaliação de medidas.
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