O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) condenou o ex-jogador Dudu ao pagamento de uma indenização de R$ 50 mil por ofensas dirigidas a Leila Pereira, presidente do Palmeiras. A decisão foi proferida neste domingo, 17 de maio, pela 11ª Vara Cível do Foro Central Cível.
Segundo o juiz Sergio Serrano Nunes Filho, as ofensas ocorreram em resposta a críticas feitas pela dirigente sobre a saída do atleta do clube. A ação envolve acusações mútuas de ofensas públicas entre as partes; a reconvenção apresentada pela defesa de Dudu foi rejeitada.
Dudu deixou o Palmeiras ao fim de 2024, transferindo-se ao Cruzeiro. Em janeiro de 2025, Leila Pereira criticou a saída da forma descrita pela dirigente, ao afirmar que o atleta saiu pela porta dos fundos. Em resposta, o jogador proferiu termos ofensivos em publicação no Instagram, o que motivou a ação judicial.
Contexto e desdobramentos
A discussão já vinha de junho de 2024, quando Dudu tentou deixar o Palmeiras após acordo verbal com o Cruzeiro. A dirigente afirmou que a história dele no clube havia terminado, posição contestada pelo jogador. Meses depois, Leila descreveu o atleta como prejudicial ao clube, ampliando o atrito.
Na época, Dudu acabou não sendo transferido no primeiro semestre de 2024, gerando críticas internas e externas. O craque ficou no Cruzeiro apenas até maio daquele ano, quando rescindiu o contrato e assinou com o Atlético-MG, onde atua atualmente.
Na esfera esportiva, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) puniu Dudu por postagens, com suspensão de seis partidas e multa de R$ 90 mil. Mais tarde, a cobrança financeira foi retirada no âmbito da punição desportiva.
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