No auditório lotado, o clima era de expectativa durante a apresentação da convocação da seleção. Enquanto Carlo Ancelotti anunciava os nomes, uma pessoa fora da comissão técnica já sabia que Neymar iria aparecer no telão. A informação chegou no momento certo para impactar a plateia.
Pedro Dias era o operador responsável pelos computadores que exibiam as imagens nos dois telões de LED, cada um com 11 m por 6 m. Ele não criou as artes, mas recebeu um pen drive com as 26 imagens, organizadas e em ordem. O dispositivo foi entregue por um funcionário da CBF antes da apresentação.
O pen drive era lido por uma das máquinas durante a fala de Ancelotti, com as imagens já prontas para exibir ao público. Ao ver Neymar entre os atacantes, o operador soube que o craque seria convocado, embora não pudesse comentar ou reagir publicamente.
Ao mencionar Neymar, a reação no auditório foi imediata, evidenciando a valiosa informação que Pedro detinha. O sigilo era uma prioridade para a comissão técnica e para a diretoria da CBF, que não distribuiu lista impressa aos jornalistas.
Sigilo e versões da convocação
Horas antes do evento, Ancelotti encerrou a relação de convocados, trabalhando com duas listas distintas: uma com Neymar e outra sem. A escolha recaiu sobre a versão que incluía o camisa 10. Uma pessoa que não estava na lista, João Pedro, acabou excluída do pen drive.
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