O Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, voltou a registrar desgaste no asfalto durante a etapa da Stock Car. Os problemas surgiram no fim de semana, menos de dois meses após reparos emergenciais realizados após o GP do Brasil de MotoGP.
A pista havia sido interditada em março, quando buracos e desprendimento do pavimento comprometeram a programação da MotoGP. Treinos classificatórios foram adiados e a corrida principal precisou ser encurtada por questões de segurança, principalmente entre as curvas 11 e 12.
Após reabertura em abril, o novo desgaste apareceu na curva 6 durante a Stock Car. Pilotos relataram esfarelamento do asfalto durante a prova, com mudanças de trajetória para evitar a área danificada. Houve também deterioração na curva 14, conhecida como curva zero.
Ações e explicações oficiais
A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer de Goiás confirmou irregularidades pontuais e informou que a empresa responsável já foi acionada para vistoria técnica. Uma análise preliminar aponta tempo de cura como possível causa, sem indicar risco à segurança ou à continuidade das provas.
O calendário do autódromo permanece, incluindo a etapa da Moto 1000 GP prevista para este fim de semana. O governo estadual assegura que todos os reparos ocorrerão sem custos adicionais aos cofres públicos, com responsabilidade da construtora contratada.
Contexto do investimento público
A reforma integra um pacote de aproximadamente 250 milhões de reais para viabilizar o retorno da MotoGP ao Brasil. O investimento busca modernizar a pista, melhorar infraestrutura, sistemas de segurança e equipamentos permanentes do autódromo.
Apesar dos problemas, o contrato para o GP do Brasil em Goiânia segue válido pelos próximos cinco anos. A expectativa é que novas intervenções assegurem a conformidade com padrões internacionais exigidos pelas principais categorias.
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