Ontem, 20, os times sub-20 do São Paulo entraram em campo com objetivos distintos no Brasileirão: o masculino buscava sair das últimas posições, enquanto o feminino avança na busca pela final. A partida do masculino ocorreu no CT, com cobrança da torcida local, e a do feminino aconteceu na Fonte Luminosa contra a Ferroviária.
Na comparação de cenários, o duelo das meninas teve um desvio grave de conduta: durante o jogo, uma funcionária de apoio da Ferroviária proferiu insultos a Sarah Aysha, atleta do São Paulo, em pleno atendimento médico na maca. A árbitra acionou o protocolo de racismo e misoginia, interrompendo a partida para avaliação da atleta.
Quando o jogo foi retomado, Sarah Aysha conseguiu seguir em campo, mas começou a apresentar mal-estar e precisou retornar ao atendimento. Ao término do confronto, a defender revelou o abalo emocional causado pelos ataques, destacando que é inadmissível que jogadoras em formação enfrentem esse tipo de violência verbal dentro de uma competição organizada pela CBF.
O incidente reacende o debate sobre segurança e respeito no futebol de base, com a arbitragem aplicando as medidas previstas no regulamento e a comissão técnica do São Paulo cobrando resposta adequada das entidades envolvidas. O duelo, que definiu classificações e posições na tabela, segue sob apuração das autoridades competentes do futebol brasileiro.
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