O grupo de tenistas de elite planeja protestar contra o prize money reduzindo as entrevistas coletivas durante o French Open. A ação visa minimizar a exposição aos meios e cobrar mais participação na renda dos torneios.
Os jogadores escolhidos para a conferência de abertura de sexta-feira em Roland Garros devem sair após 15 minutos, simbolizando a parcela do faturamento destinada aos prêmios. O restante do sorteio se recusará a entrevistas com os parceiros de direitos de mídia TNT Sports e Eurosport.
O valor total do prêmio do French Open foi anunciado em €61,7 milhões. A decisão deriva de meses de bate-papos internos que resultaram na estratégia de trabalho reduzido em Paris, com atividades fora da quadra mantidas ao mínimo.
Detalhes da ação e apoio institucional
Os atletas analisaram o regulamento do torneio e entendem que não haverá punição desde que cumpram entrevistas rápidas com os detentores de direitos após cada jogo. Entre os 20 melhores homens e mulheres estão Djokovic, Sinner, Sabalenka e Gauff.
A equipe é orientada pelo ex-jogador Larry Scott, que participará de conversas com o presidente da federação francesa de tênis, Gilles Moretton, e a diretora do Roland Garros, Amélie Mauresmo. Reuniões com Wimbledon e US Open devem ocorrer ainda durante o torneio.
A insatisfação decorre de uma parcela de receita que os atletas consideram insuficiente, apesar do aumento do prêmio total. O índice de incremento de renda anual do torneio supera o crescimento do montante repassado aos tenistas.
Embora a FRT tenha registrado alta de receita, a parcela destinada aos atletas permanece inferior ao que é praticado em outras entidades. Os jogadores pedem maior participação na definição de horários e de planos de bem-estar.
Esforços de cooperação com Wimbledon e o US Open devem discutir reformas nos próximos meses. O All England Club prevê ampliação de lotação diária, o que pode inflar a cobrança de participação dos atletas na gestão financeira.
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