O Ferroviária anunciou o desligamento de um maqueiro acusado de ofender verbalmente a jogadora Sarah Aysha, do São Paulo, durante a semifinal do Campeonato Brasileiro Feminino Sub-20. O episódio ocorreu na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara, interior de São Paulo, na noite de quinta-feira. A denúncia foi registrada aos 48 minutos do segundo tempo e motivou a paralisação da partida pela árbitra Talita Ximenes de Freitas.
A atleta são-paulina afirmou ter sido chamada de biscate e alvo de outros xingamentos pelo profissional. A árbitra acionou o protocolo de racismo e misoginia, e o duelo foi interrompido. Sarah Aysha chorou no banco de reserves, passou mal e só retornou ao campo após o início da confusão. O maqueiro foi retirado do estádio na sequência.
Desfecho institucional e posicionamentos
A Ferroviária divulgou nota repudiando a atitude do prestador de serviço, pediu desculpas à atleta e ao São Paulo e informou o encerramento definitivo do vínculo com o funcionário. Também prometeu reforçar a orientação e fiscalização das equipes de apoio.
O São Paulo afirmou oferecer suporte integral à jogadora e reforçou a cobrança por apuração rigorosa do caso. A Federação Paulista de Futebol condenou o episódio de misoginia e disse confiar na apuração pelas autoridades competentes.
Contexto da partida e desdobramentos
Apesar da confusão, o São Paulo venceu a Ferroviária por 4 a 2 na partida de volta, assegurando o agregado em 5 a 4. Julia Vaini marcou duas vezes, incluindo um gol do meio de campo, além de Tays e Vi Barreto. Nogueira e Gabi Pusch descontaram para a Ferroviária.
Com a classificação, o São Paulo enfrentará o Flamengo na grande final do Brasileiro Feminino Sub-20, em data a confirmar. A competição segue com foco na defesa de um ambiente seguro para as jovens atletas.
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