Pela primeira vez, a venda de ingressos para a Copa do Mundo adota um sistema dinâmico: quanto maior a demanda, maior o preço. A mudança já elevou valores de várias partidas ao longo dos últimos meses. No confronto Espanha x Uruguai, por exemplo, o ingresso mais barato mudou de aproximadamente R$ 600 para R$ 1.575. A final passa a ter preço inicial em torno de R$ 55 mil.
Além dos ingressos, torcedores enfrentam elevados custos com transporte. Do Centro de Nova York ao estádio principal, Nova York/Nova Jersey, onde ocorrerão oito jogos, há uma elevação marcada. O bilhete tradicional de ida e volta, de cerca de US$ 64, é substituído por aproximadamente US$ 105 durante a Copa, o equivalente a cerca de R$ 525.
A viagem entre o centro e o estádio pode levar cerca de 15 minutos, segundo o repórter Guilherme Pereira. O preço inflacionado levou alguns torcedores a cogitar caminhar, mas as vias públicas cercam o estádio, o que dificulta a opção a pé. Também há opção de ônibus por valores próximos a R$ 100, com apenas 18 mil passagens disponíveis por jogo.
Sistema dinâmico e reinvestimento
A FIFA informou que o formato de precificação segue o padrão do mercado americano. A entidade afirmou ainda que reinveste 90% da arrecadação da Copa no desenvolvimento do futebol mundial.
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