O retorno de Tim Henman ao debate sobre o dinheiro dos grandes torneios desembarcou em uma janela de negociações entre Wimbledon e as principais representantes dos jogadores. O objetivo é criar um conselho de atletas em Wimbledon e manter conversas sobre financiamento, bem-estar e representação. O encontro com agentes e jogadores está marcado para Roland Garros, após conversas anteriores na Itália. Em Roma, Henman manteve conversas com várias fontes, incluindo representantes da WTA Players’ Council.
A expectativa é que, em Paris, haja uma audiência entre Wimbledon, representantes dos jogadores, a Federação Francesa de Tênis e a USA Tennis Association. A presença de Jannik Sinner e de seu agente, Alex Vittur, está confirmada por meio de representantes de atletas de alto nível. Tennis Australia não participa das discussões em Paris.
Negociações em Paris
Desde dezembro, Wimbledon, Roland Garros e US Open sinalizaram abertura para diálogo com representantes dos jogadores sobre o tema financeiro. Entidades têm pedido maior participação no revenue share e funcionamento de fundos de bem-estar, como pension funds. Em março, a proposta de reunião conjunta com os três torneios foi rejeitada pelos representantes.
Wimbledon sinaliza a criação de um conselho de jogadores próprio e promete ampliar o investimento em premiação, com o valor total do prize money deste ano a ser divulgado em 11 de junho. Também haverá encontros com a Federação Francesa e a US Tennis Association, enquanto a Tennis Australia fica de fora das discussões em Paris.
Contexto e desdobramentos
O impasse envolve a cobrança de aumento de fundos a 22% da receita até 2030, defendida por jogadores de alto escalão como Carlos Alcaraz, Jannik Sinner, Aryna Sabalenka e Coco Gauff desde o último Roland Garros. Em resposta, outros grandes torneios anunciaram reajustes de prêmio, elevando fundos em 20% (US Open) e 16% (Australian Open), com a França anunciando 9,5% neste ano.
Como desdobramento, houve mobilização para reduzir a exposição da imprensa ao vivo durante o French Open, com participação menor de entrevistas individuais a detentores de direitos de transmissão. Amélie Mauresmo, diretora do torneio francês, comentou a importância do diálogo, mantendo o objetivo de avançar, mesmo diante das divergências.
Entre na conversa da comunidade