A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) definiu 6 MJ como teto de energia da bateria para as sessões de classificação do GP do Canadá de Fórmula 1. A medida, anunciada nesta quinta (21), busca permitir maior aceleração nas voltas rápidas em Montreal.
O objetivo é recuperar a sensação tradicional das classificações, após o regulamento técnico de 2026 ter aumentado a dependência do gerenciamento energético. Pilotos temem quedas de potência com o esforço contínuo de economia de energia.
Entre os mais visados pela mudança, figuras como Max Verstappen e Lando Norris mostraram insatisfação com o comportamento dos carros nas classificações deste ano, sobretudo após o GP de Miami.
O Circuito Gilles Villeneuve passa a figurar entre circuitos com limites de energia mais baixos no calendário. Red Bull Ring e Las Vegas também tiveram teto reduzido para 2026.
O traçado canadense é assimétrico no consumo: a primeira metade tem frenagens fortes e retas curtas, facilitando a recuperação de energia. O trecho final concentra a curva 13, com fortes reduções de velocidade.
Na curva 13, o carro desacelera de 306 km/h para 147 km/h em menos de dois segundos, com até 3,7 G de forçamento e uso intenso do pedal de freio.
Após a chicane, as opções de recuperação de energia ficam limitadas, exigindo planejamento preciso para evitar perda de potência na reta principal.
Os limites de recarga variam por sessão: treinos livres e saídas fora da Sprint e da corrida principal ficam em 8,5 MJ. Sprint e GP permitem 8 MJ sem o modo de ultrapassagem ativo; com o sistema, podem chegar a 8,5 MJ.
A FIA também divulgou um mapa do circuito com quatro zonas de Straight Mode, que abrem as asas para reduzir o arrasto e ampliar a velocidade final.
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