A Mercedes vai apresentar as primeiras grandes evoluções técnicas da temporada no Grande Prêmio do Canadá, em Montreal, quando a pista pode também influenciar o desempenho devido à chuva prevista. A equipe lidera o campeonato com quatro poles e quatro vitórias consecutivas.
O foco principal envolve as mudanças regulatórias que permitem avanços significativos no desenvolvimento do carro, além das upgrades de Mercedes. McLaren, Red Bull e Ferrari já mostraram melhorias na última prova, em Miami; agora a Mercedes entra com seu primeiro pacote relevante para 2026.
A temporada começou de forma atípica, com ajustes rápidos de equipes e pilotos às novas regras. Abertas as possibilidades de melhoria, cada equipe busca reduzir o déficit e consolidar o domínio no grid.
Atualizações na prática
Em Montreal, a atenção está na primeira leva de peças-chave da Mercedes, com vistas a medir o impacto frente aos rivais. A corrida canadense é sprint weekend, com apenas uma sessão de treino, o que aumenta a pressão por avaliação rápida dessas evoluções.
O circuito Gilles Villeneuve tem trechos com baixa velocidade e chicanes, o que testa a eficiência aerodinâmica das novas peças. O resultado pode redefinir a disputa pela liderança entre os pilotos da equipe, especialmente entre Kimi Antonelli e George Russell.
Russell, que venceu no Canadá no ano passado, busca manter o ritmo após um desempenho mais discreto em Miami. Antonelli, jovem de 19 anos, lidera o campeonato com vantagem, impulsionado por três vitórias consecutivas.
Clima e regras no centro das atenções
Há previsão de chuva, o que pode alterar a estratégia de pneus e o comportamento dos carros com menos downforce em comparação aos modelos anteriores. Os pilotos já reconhecem a importância de ajustes rápidos caso a pista fique molhada.
Paralelamente, negociações sobre a regulamentação de motores seguem nos bastidores de Montreal. A ideia é alterar a participação entre motor de combustão e elétrico, elevando o peso do componente elétrico de 50% para 60% para reduzir a pressão de gestão de energia.
A mudança é recebida de forma dividida entre fabricantes, com expectativa de definição entre 2027 e 2028. Verstappen, que apoiou a mudança, mantém expectativa de que ela atenda aos anseios da categoria, mas a disputa pode se manter aberta até o acordo final.
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