O Ministério Público de São Paulo mantém a investigação sobre o suposto furto qualificado de materiais esportivos da Nike destinados ao Corinthians, mesmo após o relatório final da Polícia Civil não apontar suspeitos nem apresentar provas suficientes de crime. O caso ganha continuidade com novas diligências em curso.
O promotor responsável, Cássio Roberto Conserino, entende que o relatório da Drade tem caráter descritivo e não conclusivo. Por isso, novas diligências são realizadas antes de uma decisão definitiva, como denúncia ou arquivamento.
O relatório final da Polícia Civil foi enviado ao Judiciário e ao MP em 20 de maio. A apuração afirma não haver elementos suficientes para identificar autoria ou demonstrar organização criminosa ligada ao desvio de materiais.
O que levou o inquérito
O MP instaurou a investigação a partir de pedido próprio, ainda com suspeitas de subtração de itens fornecidos pela Nike ao Corinthians e possível venda paralela. A guarda de materiais envolve depósitos no CT Joaquim Grava e no Parque São Jorge.
Onde está o foco da apuração
Entre as diligências em andamento estão novos depoimentos de funcionários ligados aos almoxarifados. O coordenador de sistemas, Reginaldo Nascimento, que apontou irregularidades, já foi ouvido pela programação.
Avanços e pontos de atenção
O presidente licenciado do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, prestou depoimento e reforçou a continuidade das investigações. Outros depoimentos devem ocorrer conforme o MP conduz as diligências.
Documentos e controle interno
O MP também considera relevante a juntada de documentos internos do clube, incorporados ao inquérito apenas em 18 de maio, dois dias antes do fim da Beyond. Foi incluído o processo administrativo interno e a auditoria de gestão de materiais esportivos.
Auditoria interna e desdobramentos
A auditoria identificou nove não conformidades e sete riscos, sugerindo melhorias nos controles internos. Embora não haja conclusão de desvios, comissões éticas discutem o tema e citam falhas no sistema de inventário.
Caso segue em aberto
Apesar das inconsistências identificadas, a Drade concluiu que não há elementos suficientes para indicar autores do furto ou um esquema estruturado. O relatório foi encaminhado ao Judiciário e ao MP, que decidiu manter a apuração aberta para novas diligências.
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