O Ministério Público de Alagoas abriu um procedimento para apurar possíveis irregularidades envolvendo a Federação Alagoana de Futebol, a FAF, e institutos ligados a ela, o IFPP e o IFAGP. A notificação foi dirigida à FAF e à CBF para prestarem esclarecimentos.
A denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do MP indica uso inadequado de recursos públicos, falta de transparência em prestações de contas e movimentos financeiros incompatíveis com as finalidades declaradas. A oitiva foi embasada em reportagem do LANCE! publicada no fim de abril.
Felipe Feijó preside a FAF desde 2015 e foi reeleito para mandato até 2031. Gustavo Feijó, hoje diretor de futebol masculino da CBF, afirma não manter relação com a FAF desde a sua saída da presidência. A CBF não confirmou posicionamento até o momento.
Investigação e posições relevantes
O MP instaurou o procedimento administrativo em 18 de maio e notificou FAF e CBF no dia 19, solicitando informações detalhadas sobre vínculos com IFPP e IFAGP, repasses, auditorias e governança. O prazo para resposta é de 20 dias.
A FAF negou vínculo institucional com o IFAGP e afirmou não registrar empréstimos com o IFPP. A entidade sustenta que FAF e IFPP possuem personalidades jurídicas distintas e atuam de forma complementar. As informações sobre recursos foram apresentadas pela federação com base em termos de fomento entre 2024 e 2026.
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