Ariane Sabalenka liderou um protesto de jogadores de alto rendimento na véspera do torneio de Roland Garros, reivindicando maior contribuição financeira dos Grand Slams para o prêmio e para o bem-estar dos tenistas de ranking mais baixo. O grupo, formado por atletas de elite, decidiu limitar sua participação na coletiva de imprensa a 15 minutos, em tom simbólico ligado à fatia de cerca de 15% da renda destinada aos salários dos jogadores.
O movimento envolve nomes como Sabalenka, Jannik Sinner, Iga Swiatek, Coco Gauff, Jessica Pegula, Mirra Andreeva, Félix Auger-Aliassime, Ben Shelton, Daniil Medvedev e Taylor Fritz. Eles já vinham discutindo a necessidade de novos mecanismos de governança e de uma maior participação dos jogadores nas decisões dos grandes torneios. O objetivo é ampliar o repasse de recursos para premiações, além de iniciativas de bem-estar, como uma possível pensão para atletas.
A participação teve tom aberto, com diferentes abordagens entre os presentes. Medvedev reconheceu unidade entre as principais figuras, enquanto Gauff conduziu a imprensa com recursos criados para conter o tempo de entrevista. O grupo não foi uniforme em todas as sessões, e alguns jogadores excederam o tempo previsto em situações específicas. Djokovic não participou da mobilização, mantendo posição de afastamento de iniciativas recentes do grupo de atuação.
Participação e desdobramentos
Andrey Rublev afirmou que o debate envolve mais do que recursos financeiros, destacando falhas de comunicação por parte das organizadoras dos Grand Slams. Houve relatos de respostas lentas a consultas oficiais, segundo ele, o que intensificou a percepção de desconsideração às demandas dos atletas.
Sabalenka explicou que a motivação central é a dificuldade de sobrevivência de atletas com menos renda, especialmente após lesões e na renovação geracional. Segundo ela, a liderança da elite se vê na obrigação de defender os colegas de categorias inferiores e de propor um modelo mais justo para o ecossistema do tênis.
Mesmo com as restrições de tempo, os atletas não interromperam de forma abrupta as entrevistas e buscaram manter um fluxo de perguntas e respostas dentro do formato estabelecido. A imprensa acompanhou a movimentação ao longo do dia, com distintos posicionamentos entre os jogadores sobre a estratégia de cada um.
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