Postnatal fitness: especialista defende abordagem além dos exercícios de Kegel
Uma especialista em fitness pós-natal argumenta que o foco exclusivo em Kegels não basta para a recuperação. Segundo Shakira Akabusi, a saúde do assoalho pélvico depende de uma visão integrada do core.
Akabusi destaca que mudanças na postura, no posicionamento das costelas e na pelve durante a gravidez afetam o assoalho pélvico. Caso não haja acompanhamento do conjunto, os resultados podem ficar aquém.
Ela afirma que o assoalho pélvico não atua isoladamente, e faz parte de uma equipe que inclui glúteos, abdominais, músculos do quadril, costas e respiração. A tríade essencial seria respiração, engajamento e ativação.
A recomendação é começar com três etapas: respiração 360, engajamento do core e ativação dos músculos profundos. Em seguida, integrar exercícios de resistência para melhorar a postura e a ativação abdominal.
Entre as estratégias, o treino com faixas elásticas ajuda a corrigir o flaring das costelas e fortalece o core. A proposta é realizar movimentos que conectem respiração, diagrama e pelve.
Outro recurso citado é o estilo de treino conhecido como box row, que fortalece a parte superior das costas e estimula o fortalecimento do assoalho pélvico, sem sobrecarregar a linha média.
Ao lado disso, Akabusi enfatiza a importância de fortalecer os glúteos para estabilizar a pelve durante o pós-parto. Exercícios como glute bridge, fire hydrants, agachamentos e avanços aparecem como progressões.
Para ela, a chave é um método em três passos que integra respiração, engajamento e ativação para uma recuperação funcional. O objetivo é melhorar a força, a estabilidade e a confiança das mães no retorno aos hábitos diários.
Apenas com orientação adequada, afirma, é possível evitar frustrações com resultados lentos ou inadequados. A especialista mantém canal no YouTube StrongLikeMum, onde divulga treinos curtos e práticos para mães no pós-parto.
A abordagem de Akabusi contrasta com conselhos que se concentram apenas no fortalecimento do assoalho pélvico. A proposta é tratar o core como um sistema único, com intervenções progressivas e seguras.
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