O evento da World Surf League em Nova Zelândia foi interrompido na final de domingo após um fotógrafo ser atacado por uma criatura marinha. A agressão ocorreu pouco antes das 8h30, durante as semifinais masculinas do New Zealand Pro, próximo a Raglan, na costa oeste da Ilha Norte. A prova foi paralisada 10 minutos após o incidente, e os surfistas brasileiros Yago Dora e Italo Ferreira foram retirados do mar em jet skis.
Segundo a WSL, o incidente acionou pela primeira vez o código vermelho, com a prioridade voltada à segurança de equipe e atletas. O fotógrafo sofreu ferimentos de perfuração leves, fruto de uma mordida, e foi encaminhado para o hospital. Ainda não é possível afirmar se houve ataque de tubarão ou de leão-marinho; o médico presente no local avaliou a possibilidade de leão-marinho.
Os organizadores mantiveram comunicação constante com o fotógrafo, que segue em condições estáveis. A transmissão da prova ficou suspensa até novas avaliações. A WSL informou que pretende retomar a bateria de Dora e Ferreira pouco depois do meio-dia de segunda-feira, dependendo do parecer médico e das condições do mar. Italo Ferreira e Yago Dora ficaram visivelmente abalados com o ocorrido, o que exigiu a suspensão temporária da competição.
O New Zealand Pro é o maior evento de surfe já realizado no país, atraindo centenas de espectadores em Manu Bay. Atacantes a surfistas e banhistas na região são extremamente raros, segundo os organizadores. A cobertura segue acompanhando o estado de saúde do fotógrafo e a decisão sobre a continuidade da prova. Fonte: The Guardian.
Entre na conversa da comunidade