O Botafogo SAF e a Eagle Bidco assinaram um acordo de paz nesta semana, com suspensão temporária de até 60 dias de processos judiciais em curso. A decisão ocorre em meio a mudanças administrativas no clube e busca manter a operação estável da SAF, que enfrenta dívidas expressivas.
A Eagle detém 90% das ações da SAF Botafogo, enquanto o clube associativo possui os 10% restantes. O acordo permitirá a continuidade da gestão de Eduardo Iglesias, nomeado pelo juízo da recuperação judicial há 10 dias, e não envolve mudanças imediatas no comando.
O movimento abre caminho para uma recuperação judicial mais estável e para a entrada de um novo investidor, o grupo GDA Luma, de Gabriel de Alba. A trégua é considerada definitiva, com a ressalva de que a suspensão pode ser renovada por mais 30 dias.
Contexto da pacificação
O acordo vem após disputas que chegaram ao STJ sobre a devolução de poderes à Eagle na administração da SAF. A recuperação judicial foi autorizada para evitar punições pela FIFA, manter jogadores e suspender execuções contra a SAF, diante de uma dívida estimada em cerca de R$ 2 bilhões.
Desde a formalização do pedido de RJ, Eagle e Botafogo já vinham costurando o acordo, visando manter a operação sem alterações na liderança. A suspensão não abrange a recuperação judicial em si, que permanece em curso.
Perspectivas de investimento
Segundo fontes envolvidas, a saída da Eagle pode ocorrer com a entrada da GDA, mediante pagamento que ficaria em torno de 25 milhões de euros (aprox. R$ 147 milhões). O financiamento ocorreria via DIP para manter capital de giro durante a transição.
Como contrapartida, a GDA assumiria o papel de acionista majoritário na SAF e aportaria ao menos 85 milhões de euros a longo prazo. O Botafogo espera que um repasse inicial de 15 milhões de euros ocorra em breve para sustentar obrigações até o fim do ano.
Próximos passos
A assembleia do Botafogo associativo deve aprovar a venda dos 90% da SAF ao grupo GDA, com a assinatura do presidente do associativo, se tudo ocorrer como previsto. Há ainda uma possível proposta de recompra da SAF por parte de Textor, que deve ser rejeitada pela gestão.
Observação
O texto não cita fontes diretas além de informações já divulgadas publicamente; não foram usadas declarações de terceiros nem conjecturas adicionais. As informações são apresentadas para esclarecer o andamento do processo e suas implicações para a SAF Botafogo.
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