Juventus e Milan ficaram de fora da Uefa Champions League neste domingo (24), pela primeira vez em quase 35 anos. A ausência dos dois gigantes da Serie A amplia a crise no futebol italiano, marcado por resultados recentes abaixo do esperado.
O Como garantiu vaga histórica na Champions, ao terminar o campeonato em quarto lugar. O feito chega apenas dois anos após o clube ter atuado nas divisões amadoras, destacando uma mudança drástica na trajetória do clube.
A temporada também representa o auge do Como e o pior momento de Milan e Juventus desde há décadas. A Itália ainda vive a pressão de um vio de desempenho, com a seleção fora de mais uma Copa do Mundo.
Como chega à Champions e o que muda
O Como, sob comando do ex-campeão mundial Cesc Fàbregas, passa a disputar a principal competição europeia pela primeira vez. A participação se viabiliza ao lado de Inter, Napoli e Roma, que já havia assegurado vagas.
Nico Paz teve papel de destaque, com 12 gols e sete assistências, impulsionando o desempenho do time. A presença estrangeira nos elencos brasileiros e europeus reforça a tendência observada na liga italiana atual.
Repercussões em Milão e Turim
Em Milão, o Milan vive a pressão de mudanças estruturais. O dono Gerry Cardinale enfrenta cobrança de torcedores, que pedem respostas após a derrota para o Cagliari por 2 a 1, que sacramentou o quinto lugar.
O técnico Massimiliano Allegri também é alvo de críticas, assim como jogadores do elenco principal. A imprensa italiana aponta para uma reformulação imediata na diretoria e no modelo de jogo.
Na Juventus, a busca por reconstrução segue após o empate por 2 a 2 com o Torino, que deixou o clube na sexta posição. Luciano Spalletti deve permanecer no cargo, com apoio da diretoria para reconstruir o elenco com orçamento mais contido.
O treinador sinalizou que reforços devem chegar na próxima janela para fortalecer a equipe. A perda de receitas da Champions é citada como impacto financeiro relevante para o planejamento.
Olhar para o futuro
Para o Como, a classificação abre caminhos de investimento e consolidação da equipe no cenário europeu. A diretoria deve manter o foco em manter o equilíbrio entre competitividade e recursos financeiros.
A situação de Milan e Juventus aponta para uma reavaliação de estratégias a curto prazo, com atenção a jovens talentos e ajustes táticos. As decisões devem ditar o ritmo de recuperação dos clubes nas próximas temporadas.
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