No futebol, ciclos de domínio se alternam entre estilos vencedores e respostas táticas. Pep Guardiola guiou o Manchester City por uma era de sucesso inglês e europeu, com títulos nacionais e conquistas continentais que marcaram a década.
Ao longo de dez anos, o treinador espanhol erigiu o City como referência do futebol moderno, vencedor de seis Premier League, além de Taças da Liga, da Inglaterra, Supercopas e a Champions em 2022/23. Prêmios individuais acompanharam o currículo.
O ciclo do City coincidiu com a ascensão de Guardiola ao topo, e a equipe passou a inspirar imitadores, ao mesmo tempo em que surgiam antídotos estratégicos para enfrentar o estilo posicional. A Liga dos Campeões moldou esse confronto constante.
Antídotos táticos e mudanças de cenário
Na Inglaterra, o Liverpool de Jürgen Klopp ofereceu resposta agressiva e vertical, mas a superioridade histórica da Liga sempre exigiu ajustes. No cenário europeu, o Real Madrid foi tradicional adversário que desafiou o City em várias fases.
Com o elenco em transformação, o City caiu de um domínio absoluto, embora tenha terminado a atual temporada como vice-líder, frente a um Arsenal que liderou a Premier League e disputará a final da Champions contra o PSG de Luis Enrique.
Os treinadores que buscam romper a hegemonia passam a explorar caminhos diferentes, buscando o que alguns chamam de antídoto: uma forma de jogo que não seja mera imitação, mas uma leitura própria do estilo vencedor.
Pep Guardiola ainda não definiu o próximo passo. Suspeita-se de ano sabático, com rumores de uma possível vaga em seleções nacionais, incluindo a Itália.
A ideia persiste: reinventar-se para retomar o equilíbrio entre domínio e surpresa, encontrando uma resposta capaz de enfrentar o atual bastião do futebol europeu, o PSG de Luis Enrique.
O futebol, enfim, é feito de ciclos. Enquanto um treinador estuda o jogo, surgem soluções que buscam virar a chave, ou seja, o antídoto ao estilo dominante. Isso se chama futebol.
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